Você já reparou como, de uns tempos pra cá, o mundo inteiro começou a “descobrir” o Brasil?

Tipo… camisa da seleção, verde, amarelo, azul, boné, chinelo… tudo isso que já era a estética clássica do Brasil lá fora e que agora passaram a chamar de brazilcore.

E eu acho que o mais interessante não é nem a tendência — é o porquê a gente chama tanta atenção. Porque a nossa latinidade não é igual a dos outros lugares da Latam.

Começando pelo idioma, somos o único país da América Latina que não fala espanhol, o que, ao mesmo tempo que criou uma certa barreira entre aspectos da nossa cultura pros dos nossos vizinhos hermanos , também desenvolveu uma linguagem e costumes próprios do Brasil! Sem perder essa identidade latina que todos nós temos em comum, do México ao Brasil, esse estilo quente, tropical, o requebrado, mas o do Brasil É SIM MAIS ESPECIAL!

O Brasil tem um jeito muito específico de ser latino… a gente é mais solar, mais exagerado, mais misturado. Aqui tudo se encontra: praia com cidade, funk com pop, futebol com moda, periferia com passarela. E isso não é pensado, é natural.

Aparece direto no jeito que a gente se veste. Sempre tem um detalhe. Sempre tem uma intenção. E eu acho que o melhor exemplo disso é o boné.

Porque o boné, em qualquer outro lugar, é só um acessório. Aqui não. Aqui faz sol o tempo todo, então ele já começa funcional… só que o brasileiro nunca para no funcional. A gente entorta, customiza, coloca pingente, mistura com corrente, com brinco, com tudo.

O boné vira identidade. E isso diz muito sobre a gente.

Porque o Brasil pega o que é simples… e transforma em expressão.

E enquanto lá fora isso vira tendência, vira editorial, vira conceito… pra gente continua sendo só… viver. E talvez seja exatamente por isso que tá todo mundo olhando agora. Porque a nossa latinidade não é uma estética que você monta.

É uma coisa que você carrega!